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terça-feira, 14 de junho de 2011

PRÍNCIPE LUKMAN AYODEJI (A REENCARNAÇÃO DE SÀNGÓ)

PRÍNCIPE LUKMAN AYODEJI
(A Reencarnação de Sàngó)

Sàngó emitindo fogo de sua boca após comer carvão em brasa

Por: Mógbà Rudi Omo Sàngó

Para o povo Yorùbá a reencarnação está presente na sua cultura, acreditam que os Òrìsà reencarnam de tempos em tempos para ficarem presentes nas vidas de seus adoradores. Aqui no Brasil muito se escuta falar em “Qualidades” ou “Caminhos”. Algumas pessoas acreditam que nomes diferentes de determinado Òrìsà são qualidades diferentes dos mesmos e isso é um erro, pois para pessoas tradicionais Yorùbá, este fato é simples, pois se trata de reencarnações do Òrìsà. Sàngó já teve mais de uma reencarnação e este fato é claramente mencionado em Itan de Ifá. Tela- Oko foi uma reencarnação de Sàngó muito mencionado nos versos de Ifá. Acredito ser necessário que tanto um adepto do Batuque, quanto das demais religiões de matriz africana devam entender essa parte da nossa cultura. Quando vemos um Itan escrito mencionando como exemplo de Oya que em determinada parte de sua vida foi casada com Ògún, mais tarde casada com Sàngó, mais tarde convertida em animal búfalo, mais tarde, convertida no rio Níger. Espero que nossos adeptos não acreditem que Oya viveu isso tudo em apenas uma passagem no Àiyé (terra). Notem, que de humano, Oya chega até um elemento da natureza, assim com demais Òrìsà. Devemos todos estudar sobre as reencarnações de nossos Òrìsà para que possamos entender melhor nossas chamadas “qualidades”.
Segue material importante sobre a vida de uma possível reencarnação de Sàngó, acreditada pelo povo Yorùbá. Seu nome é Lukman Ayodeji:

"Prince Lukman Ayodeji Wahab is an incarnate of the old Sango. He was blessed by Eledumare (God) the double power of the old Sango whereby he tells what the future is all about and revealed the vision of mankind. Prince Lukman Ayodeji was born in Oshogbo, Osun State of Nigeria in the family of late Baba Duro Ladipo in Osun State. He performs double wonders as the old Sango in Oyo Empire. 

Prince Lukman Ayodeji Wahab is the Director of the great Olukoso Centre for Arts and Culture and he is called Sango of Africa by the entire people of Yoruba land and Nigeria in general through his wonders and performances.

Prince Lukman Ayodeji Wahab a.k.a. Sango of Africa was born into the family of Pa and Mama Adigun of Ile Oderinlo, Gbemu of Oke-Baale Oshogbo, Osun State, Nigeria (incidentally, shared compound of Late Duro Ladipo) and Prince Lukman was born on 26th June, 1972.
He lost his father Pa Adigun at the tender age of 2 years, later attended Local Authority Primary School, Oluode, Oshogbo from 1978-1984, and Saint Charles Secondary School both in Oshogbo Osun State and also attended Federal Polytechnic Offa (Bus. Admin.).
At the age of nine (9 years), he was carried away by whirlwinds and later dropped back by whirlwinds in Akure, Ondo State after 27 days of different challenges at Orita-Metta where a naming ceremony was taking place, he went directly to the spot where some women were cooking food for the naming ceremony and drew some charcoal from the fire and started swallowing it, people were amazed to see such a strange thing. A man with summoned courage shouted at him to stop eating the fire, amazed with incident and that’s how his fire eating power begins.
When he later got home, his relatives were happy to see him back home but some were scared away with his appearance and they busted into tears. He was shocked and started emitting fire in his mouth. He later saw the spirit of his fore father which now cooled his temper and his palm which has been closed for so long was opened, there (in the palm) was a print (which symbolizes “Ose-Sango”) and since then all that came for his memory is fire and this led him to acting of Sango and led him to founding Sango Olukoso Art and Cultural Centre".



Com a apresentação dos fatos, não tenho intenção de ser o dono da verdade, mas minha intenção é despertar nos meus leitores a iniciativa de procurar nos locais certos sobre nossa cultura. Poderia citar diversos fatos de reencarnações, mas deixamos para que os irmãos tirem suas próprias conclusões.



 

terça-feira, 31 de maio de 2011

QUANDO O APRENDIZ QUER VIVER DA FAMA DO MESTRE

QUANDO O APRENDIZ QUER VIVER DA FAMA DO MESTRE


Texto de: Bàbá Osvaldo Omotobàtálá
Comentários finais de: Mógbà Rudi Omo Sàngó


Obàrà bògbè diz:

Bàbá mi ni gbènàgbènà
Bí mo yio fé gbènàgbènà mo k’èkó
Bàbá mi ni babaláwò
Bí mo yio fé babaláwò mo k’èkó
Kò sí enikan jogún ìjéwó ti bàbá
Kò ògba fún ni omo rè
Emí yio ní dára jùlo ohun tí ó kan eniyan
Bí mo fé gbà òkìkí mi
Díá fún Adedélé
Nígbàtí o lo fi joba



"Meu pai é carpinteiro
Se eu também quiser sê-lo terei que aprender
Meu pai é bàbálawo
Se eu também quiser sê-lo terei que estudar
Ninguém herda a profissão do pai
Nem é igual ao pai pelo fato de ser seu filho
Tenho que ser bom no que eu faça
Se eu quiser obter meu próprio sucesso
Foi a divinação para Adedélé
Quando ia ser coroado rei"


Alguns que procuram iniciar-se em Òrìsà ou Ifá, muitas vezes tentam façê-lo embaixo das mãos de alguém que já ganhou certa fama e é respeitado pela comunidade, pois acreditam que se eles dizem: “Fulano foi quem me iniciou”, o povo vai dizer: “Se foi fulano quem iniciou para Ele, então deve ser bom igual”. No entanto, nem sempre é assim, já que o fato de ser iniciado por alguém não significa ser tão bom quanto esse alguém, pois para isso cada iniciado deverá esforçar-se e estudar muito, a iniciação é apenas um primeiro passo. Quantas vezes a gente escutou?.... “Eu sou da linhagem do Engenho Velho Casa Branca”... "Eu sou iniciada por um neto da Mãe Meninina de Gantois" (Nesse caso o pai-de-santo e avó-de-santo também não são ninguém, e é preciso nomear a saudosa Mãe)... “Eu fui iniciado pelo Awíse de Osogbo”.... “Eu venho da linhagem do Ilè-Ifè”... Etc.... Sendo que todas as sentenças procuram em verdade fazer uso da fama do mestre ou de alguém que já foi importante, porque de certo, quem se está apresentando não tem fama nenhuma, não é ninguém e quer de algum jeito ser reconhecido ou olhado também como um (ou uma) grande sabio (ou sabia).
As vezes, os iniciados nunca tem preocupação por aprender nem por ir até a casa do seu mestre em procura de conhecimentos.
Se uma pessoa quer saber se um estudante é bom, não deve se basear na fama do mestre ou dos ancestrais da linhagem, o que deve fazer é falar com o mestre e perguntar-lhe se esse aluno tem os conhecimentos necessários para guiar outros.
Outras vezes, o mestre nem sequer deu autorização para que o aluno faça consagrações para outros... aí é quando, sem sabê-lo, o povo também usa a fama, porém ao invés, dizendo: “Se este faz as coisas tão mal.... seu mestre deve ser muito ignorante.”


"Quando se tem o rio diante não é preciso discutir se o sabão faz espuma"



Comentário: Mógbà Rudi Omo Sàngó

Esse artigo nos faz refletir com o atual quadro do Batuque do RS, onde muitos adeptos procuram sacerdotes com certo prestígio na comunidade para poder falar que é iniciado por Pai fulano de tal ou Mãe fulana de tal... sem ao menos tentar ser igual aos mesmos, escondendo-se atrás da sombra de seus sacerdotes. Um adepto do culto deve estudar, perguntar a seu sacerdote ao invés de viver uma vida de aparência. Hoje em dia o Batuqueiro está muito preocupado com a imagem doque do conhecimento, pousando para jornais Afros locais. Muitas vezes com seu sacerdote do lado para tipo constatar sua iniciação. É lamentável que esse quadro esteja tornando-se corriquero dentro da nossa religião. 
Nem tudo que reluz é ouro, temos que ter isso sempre em mente!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A VELHICE YORÙBÁ E OS ANCESTRAIS DO BATUQUE

A VELHICE YORÙBÁ E OS ANCESTRAIS DO BATUQUE


Por: Mógbà Rudi Omo Sàngó

Ifá diz em um verso de “Odù Òdí Ogbé” que a velhice é algo que Ifá deseja para todos como está visto no seguinte verso:

Sekete nìhewú
Àìgùn làìdàgbà
Atikékeré hunrungbòon yèwúke
A díá fún Òrúnmìlà
Níjó àwon òjòjò òná n kanlé Èdúú yún
Gbogbo ajogun ibi n gbalé re é lo



O cabelo grisalho é um indicativo da idade
Não ser alto é um indicativo da falta de crescimento
Mas alguns podem crescer longas barbas desde tenra idade
Esse foi o Adivinho para Òrúnmìlà
O dia em que todas os seres malévolos estavam indo para sua casa
Todos os Ajogun estavam a caminho de sua casa

Se o homem viver em harmonia com o cosmo, terá uma boa oportunidade de viver por muito tempo na Terra. A longevidade é concebida como “ire àìkú”. Como em todas as facetas da vida, a velhice tem sua própria função dentro do mundo, mostrando que o indivíduo foi merecedor dessa dádiva. Pois Olorun criou a terra para o ser humano viver longa vida. É fato que hoje em dia existem pessoas de idade avançada sem boa índole, mas isso é claro que esse indivíduo provavelmente não receberá a dádiva de reencarnar e retornar a esse plano, pois será julgado no Òrun, implicando até mesmo na aniquilação total da alma desse transgressor. Um homem que vive de maneira correta, com caráter, poderá ser lembrado, cultuado como Egun, poderá reencarnar novamente, etc.
Todo homem que tenha vivido um período razoável de tempo podem considerar “velhos”, e são estes indivíduos quem são os responsáveis pelos registros da cultura e tradições que serão passadas as próximas gerações. Quando um homem cresce uma idade avançada, os Yorùbá afirmam “Ó fowó ó fèrìgì jobì” que se traduz: “Ele usou suas mãos para tocar seus cabelos brancos e suas gengivas para mastigar a noz de Cola”.
Os ancestrais da Nação Yorùbá viveram por muitos anos, considerando décadas ou até um século de vida. Para que alguém goze de uma existência tão longa, existem estilos de vida em que a pessoa deve adquirir de forma estrita, entre elas se destaca a gentileza, a generosidade e a abertura da mente e espírito.
Para cultura Yorùbá, não existe uma poção para desfrutar a vida até a um idade avançada, somente um individuo gentil poderá sobreviver o passar dos anos, somente aquele cuja mente e espírito se encontre destapados, possa viver por muito tempo. Falando um pouco mais de “Batuque” agora, que é o propósito deste blog, não podemos nos esquecer daqueles que viveram longas vidas, exercendo sacerdócio e transmitindo a tradição oral que nos foi deixada por décadas e hoje com século de existência. Hoje ao me deparar com mais afinco com a tradição e cultura Yorùbá, percebo que no nosso Batuque o culto aos ancestrais foi feito de maneira coletiva no solo Gaúcho, onde nossos ancestrais foram cultuados por suas famílias religiosas de maneira coletiva, tal como “culto da sociedade secreta Oro” dos Yorùbá. Arrisco-me ainda em dizer que se o Batuque tivesse cultuado Egun  de maneira individualizada, o que não é fácil, se poderia hoje ter grandes Egun do nosso Batuque, com a dádiva de vir nesse plano manifestado em algum descendente da linhagem, sendo Egun materializado. Existiram dezenas de Bàbálòrìsà e Ìyálòrìsà que morreram muito velhos no nosso Batuque e não podem ser esquecidos jamais, por esse fato criei um tópico no Orkut (Comunidade Batuque do RS – Tópico: Fotos dos Antigos).
Não me atreverei a citar nomes neste artigo, para não correr risco de esquecer-se de algum, mas com certeza todos foram importantes para nosso culto. Também temos que salientar que o Batuque não tem vínculos ao sistema de Ifá na forma de interpretação dos búzios, mas não nos priva de estudar essa filosofia para podermos entender como funciona o sistema Yorùbá, tanto em filosofia, cultura, tradição e etc. 

Abraço a todos e espero viver por muitos anos!!!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

OYA T’IGBÓWÀ

OYA T’IGBÓWÀ
(Oyá – Aquela que vive no mato)

 Por: Mógbà Rudi Omo Sàngó

Oya é o Òrìsà que vive no rio Níger (África), conhecida como Oya-odo. É dona dos ventos fortes, dos tornados, das tempestades e das enchentes de rios, por esse motivo é feito um altar para Oya, para que proteja nosso espaço urbano (aldeias, bairros, etc.) dos desastres que provocam os tornados, os ciclones e as enchentes. Quando falamos de Yánsàn estamos também falando de Oya, mas com outras qualidades, que adquire no delta do Níger, como na sua divisão em 9 braços para desembocar no mar e também como uma Oya que se transforma para trabalhar com os mortos no mar, local esse que muitos séculos atrás eram enterrados os mortos por não haver cemitérios, e trabalhando nas encostas onde sempre sopra o vento. Uma outra qualidade de Oya é Ní’kè, querendo dizer: “Existe no alto”, onde o vento sopra no alto das montanhas, alto das árvores, alto do bambuzal, etc.

Para os Yorùbá o espaço mato é o local tanto sagrado, como perigoso, pois nele são enterrados os mortos, em locais bem afastados dentro de um mato fechado, local onde habita “Oya T’igbówà” que traduzido significa: (Oyá vive no mato).

No Batuque Oya T’igbówà está associada também ao mato, mas principalmente ao cemitério, pois na nossa cultura existe local adequado para esse fim. Tanto Oya ou Yánsàn, tem diversos caminhos nos quais variam muito sua modalidade de trabalhos, mas o que nunca muda é seu caráter guerreiro. Oya é a “Mãe dos Epa” (ancestrais guerreiros divinizados), por isso dizemos que é mãe dos Eégun e os domina, e sua saudação “Eepà yeyò" significa: “Alegre-se mãe dos Eepà”. Oya é descendente do clã dos Òrìsà funfun guerreiros (filha de um dos Obatàlá), mas ao casar-se com Ògún, passou a integrar a família deste (pois assim mandava a tradição Yorùbá). Seu verdadeiro marido é Ògún. Quando vive com Sàngó chama-se Yánsàn, e sobre isto também há um Itán-ifá (história de ifá) que conta como Oya se transforma em Yánsàn (mãe convertida em nove) dizendo que quando ela fugiu com Sàngó, Ògún travou uma grande luta com ela e a dividiu em “nove” e ela o dividiu em “sete”. Com Ògún, Oyá teve “oito filhos”, todos nasceram mudos, essa expressão conota e nos dá a explicação que todos esses eram mudos, simbolicamente explicando por não terem sido lembrados, nem tão pouco alcançado a dádiva de tornar-se “Eégun”.  Esses oito primeiros filhos de Oya não podiam comunicar-se do Òrun (Além), por isso dizia que eram mudos, sendo os mesmos associados ao próprio mato, onde permaneceram.


Segue relação de 8 filhos de Oya:


1)     Imalega - Nasceu no primeiro dia do Ebo Ikú, arrancado do ventre de Oya pelas Ìyámi, e foi envolvido em panos. (Aqui demonstra claramente que trataria-se de um Àbíkú, onde morreu ainda prematuro, não podendo ter transformando-se em Eégun.

2)     Yoruga - Foi envolvido na palha seca e alimentado com talos de bananeira. Nasceu com a vaidade de Oya e é o preferido. (Aqui também dá conotação que o mesmo continuou existindo como espírito da floresta).

3)     Akuga - Nasceu no terceiro dia da tempestade e foi criado nas touceiras de bambú. É rebelde. Não se deve tocar o chão do bambuzal. (Aqui também faz entender que o mesmo continuou vivendo na floresta, não alcançando seu caminho de destino "Òrun”.

4)     Uruga - Alimenta-se das folhas da bananeira e esconde-se nas florestas. Faz buracos. (Idem)

5)     Omoruga - Alimenta-se do pó do bambú que está caído no chão. Vive no milharal e fica escondido nos bambuzais observando os seres humanos. (Idem)

6)     Demo - Oya cobriu-o de lama para saber os segredos de seus inimigos. Usa pele de búfalo para acompanhar Ode. (Permanecendo na floresta).

7)     Reiga - Acompanha os mortos e ronda os cemitérios. Esconde-se nas grandes árvores dos cemitérios e ronda as sepulturas a procura de objetos perdidos ou esquecidos pelas pessoas. (Idem)


8)     Heyga - É violento e vive perseguindo o “Orí” do ser humano. Propicia desastres e desordens. (Aqui seu filho além de não alcançar o poder de tornar-se antepassado venerável, acaba virando um soldado “Ajogun”.

Após 8 filhos sem sucesso, Oya procura Bàbálawo para saber como poderia ter um filho que não fosse mudo, ou seja, que pudesse ser lembrado e ainda que comunicasse do além com seus descendentes. Bàbálawo diz a Oya que teria que ser possuída por um homem com determinada agressividade e que fizesse ebo. Oya fez e conheceu Sàngó que era a descendência convertida na terra, Sàngó seria lembrado e seus filhos também. Da união dos dois, nasce o 9º filho.

9- Egúngún- Filho de Sàngó e Oya. Esse último dá inicio a descendência e a origem do culto Egungun em Oyo. Aqui Oya passa a ser chamada por Yánsàn: “A mãe dos nove” e também “A mãe dos Eégun”.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

A ARTE DE ESCREVER


Por: Adilson Torquato

Escrever é produzir e emitir idéias por meio de um assunto concreto (mensagem) usando canais de comunicação que facilitam o entendimento do receptor.
Escrever é usar o idioma (a nossa gramática e a nossa literatura) aplicando as formas e técnicas de redação adequadas ao texto proposto pelo examinador da prova.
Cada redação tem uma forma de comunicação usando a referência temática e fazendo estilos diferentes e pessoais que só percebemos na Literatura de grandes obras e escritores.
Os problemas na redação, os erros ortográficos, a dificuldade de manter uma estrutura linear ao tema solicitado, a falta de leitura cotidiana, erros de acentuação e pontuação, a fuga da linha de pensamento na introdução e perda da seqüência lógica leva a uma redação não muito clara, concisa e harmônica.
A prática da redação leva a perda da ansiedade e do chamado "branco" que ocorre na hora de redigir sendo assunto que preocupa grandes escritores como Othon Garcia em sua Obra “Comunicação em Prosa Moderna” (ótima dica e recomendação para leitura). Outros buscam uma parte prática acerca da estrutura redacional como podemos louvar o trabalho dos autores Magna Becker Soares e Edson Nascimento Campos em sua Obra Técnica de Redação:
"... Fazer uma REDAÇÃO significa construir atos de comunicação."
Este manual prático de habilidades em Dissertação dividido em cinco unidades fortalece nossas dicas sobre a Redação como "... o processo de escrever como articulação de um conjunto de parágrafos." E a prática de escrever como "...uma atividade de pensamento que se realiza pela articulação de vocábulos, orações e parágrafos..." (Articulações lingüísticas como técnica de pensamento). Não se deve perder a curiosidade à Leitura de Técnicas de Redação e estes livros são elucidativos para quem quer realmente aprender a redigir mas deve sempre que possível um acompanhamento de um Professor de Língua Portuguesa e Redação e principalmente ler muito e se atualizar com o Mundo. Lembre-se que tudo aqui são dicas e não curso de redação. Mas com as Dicas de Português, Literatura e Redação, tudo fica mais fácil e bem mais claro. É o nosso presente para os vestibulandos e a nossa colaboração.


Uma vez um amigo me disse: “Porque não publica isso Rudinei?” Eu respondi que não queria e não tinha interesse em escrever nada, pois guardava materiais que vinha pesquisando à uns 15 anos para meu próprio conhecimento.  Essa mesma pessoa me encorajou em poucas palavras dizendo que os materiais não serviriam de nada se não fosse exposto. Refleti sobre isso e cheguei a conclusão que eu estava sendo egoísta por guardar algumas coisas que poderão ser importantes para outras pessoas. Mais tarde descobri que esse amigo chamado “Luiz Marins” e que por sua humildade, não transparecia o grande escritor e pesquisador que é e tem muito a nos mostrar ainda no campo “Yorùbá”, mais tarde Erick Wolff, outro grande amigo do coração, me cedeu espaço na “nossa revista” – Olorun Magazine, digo nossa, porque apostei e assinei embaixo nesse grande projeto que não visa auto-promoção de grandes sacerdotes com fotos de eventos, destinando-se a levar a informação gratuitamente aos interessados. Sei que tenho muito ainda que aprender no que se diz "escrever", mas repartirei do pouco que sei com os irmãos de fé.

OSOGBO - HISTÓRIA DO NOME DA CIDADE


É contada a história de quando Laro, depois de muitas atribulações, achando o local favorável para o estabelecimento de uma cidade, aí se fixou com sua gente. Alguns dias depois de sua chegada, uma de suas filhas foi banhar-se no rio e desapareceu nas águas. Reapareceu no dia seguinte, soberbamente vestida, declarando ter sido muito bem acolhida pela divindade do rio. Laro, para demonstrar sua gratidão, dedicou-lhe oferendas.
Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, as comidas que Laro havia jogado nas águas. Um grande peixe, que nadava próximo ao local onde este se encontrava, cuspiu-lhe água. Laro recolheu esta água numa cabaça e bebeu, fazendo assim um pacto de aliança com o rio. Estendeu, depois, as mãos para frente e o grande peixe saltou sobre elas.
Laro recebeu o título de Atáója - contração de frase Yorùbá - A téwó gbáà eja ("Ele estende as mãos e recebe o peixe") - e declarou: "Òsun gbo" ("Oxum está em estado de maturidade"), suas águas serão sempre abundantes. Esta foi a origem (lendária) do nome da cidade de Osogbo.

O Templo de Òsun recebe muitos visitantes por ocasião do Festival de Òsun que é realizado anualmente.


Festival anual em Osogbo
(Devotos purificando-se no rio Òsun)


Oba Oyewale Matanmi
(Atual Oba de Osogbo)

MÓNÁMÓNÁ – A SERPENTE DE ÒGÚN


Mónámóná é a serpente de Ògún. É uma cobra grande e de cores maravilhosas. Sua mordida não é venenosa durante o dia. As pessoas em território Africano alegam que ela só morde durante o entardecer, quando sua mordida é mortal. Há muitos devotos de Ògún, que levam a Mónámóná viva, em seus pescoços como símbolo de bravura e até mesmo de confiança no Òrìsà.

Está é a origem de um canto ìjálá que diz:

Mónámóná ni ológùún gbé.
Olúgùún tò bá gbé paramólè, yóó dìyonu.


A serpente Mónámóná é aquela que pode ser levantada por um adorador de
Ògún para ser levada em seu pescoço. O adorador de Ògún que leva no pescoço a paramólè (a víbora), busca problemas.

Para saber mais sobre esse artigo, verificar matéria completa e de grande conteúdo no blog do querido amigo Erick Wolff: