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Mógbà Rudi Omo Sàngó ***Copyright***
Amparado pela lei L9.610 de direitos autorais. Proibido a cópia total ou parcial dos textos por qualquer meio, seja para uso privado ou público, com ou sem fins lucrativos sem autorização prévia do autor.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A POSIÇÃO DA MULHER NO CULTO À ANCESTRALIDADE YORÙBÁ
Amigos leitores,
Saiu mais uma edição da revista Olórun e mais uma vez recheada de materiais inéditos!!!
Aproveito para divulgar o material que escrevi na mesma...
Um material no qual foi erroneamente divulgado através dos tempos no Brasil e mal interpretado referente a conceito de Ancestral masculino e ancestral feminino!!!
No qual alguns escritores alegam que o culto Egúngún cultua apenas espírito masculino e o feminino cultuado coletivamente através de Ìyámi!!!
Segue endereço da revista:
http://olorun.com.br/site1/index.php
Assunto esse que no qual engrandece mais uma vez o culto do Batuque no Rio Grande do Sul
"Eégún feminino, é possível?"
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
KÀNBÍNÀ NÃO É BANTÚ
Assentamento de Sàngó em Òyó próximo ao palácio do Àláàfin
Kànbínà não é Bantú
Mógbà Rudi
Existem muitas confusões em respeito ao chamado lado de “Kabinda" ou "Kànbínà". Antigamente era mais comum escutar que este lado se chamava Kànbínà, mas acabou perdendo-se devido a intenção de diversos pesquisadores e autores em relacionar a palavra Kànbínà com a Àfrica, gerando grandes confusões por parte dos adeptos do Batuque Sulino. Sabemos que a tentativa de preservar, africanizar e até mesmo defender essa Nação, fez com que perdesse realmente o sentido da Kànbínà, pois acabaram deduzindo que Kànbínà seria uma dança folclórica[1]. Muitos pesquisadores tentaram fazer comparações com os rituais de Kànbínà serem uma mistura de fundamentos do Ijesà, Jéjé e até mesmo do Òyó, gerando grande polêmica aos adeptos do Batuque. Diversos debates acalorados até mesmo no Orkut levantaram grandes contradições, costumes, idioma falado e fundamentos cultuados por Kànbínà, mas ao pesquisar esse assunto com Sacerdotes diretos da Àfrica, me relataram que Kabinda não é um lado Yorùbá, nem Jéjé, tão pouco uma Nação, é um local de Angola onde habitam várias Nações, entre elas os Bakongo (Congos) e Mayombe como grupos mais destacados, sendo todos de origens e crenças Bantús, que na verdade rendem culto aos Bakisi (Nkisi), pois a Kànbínà do Batuque Sulino cultua todos os Òrìsà do panteão Yorùbá, mas deixo uma pergunta no ar: Por quê antigamente chamava-se Kànbínà? Será que os antigos não deixaram esse fundamento? Será que os antigos tiveram dificuldades em preservar fundamentos?
Gerando mais polêmica ainda, relatos direto da África deixam claramente que o nome correto é “Kànbínà” e não se deve escrever “Kabinda”, pois seu nome deriva da palavra Yorùbá “Òkànbí + ònà” que traduzido ficaria (O caminho de Òkànbí), a primeira vogal “O” não se escreve, nem tão pouco é pronunciada. Kànbínà faz referência aos seguidores do culto dos Reis de Òyó, levando Òkànbí a posição do primeiro Rei de Òyó, devido a escrituras onde relatam que:
“Odùduwà uniu-se a Olókun (Senhor dos Oceanos) assumindo a forma de Obá-Olókun (Rei dos Oceanos), tendo três filhos, Ògún, Ìsèdálè (equivalente a deusa Afrodite) e Òkànbí (deus do fogo). Òkànbí teve sete filhos, dentre eles Òrònmíyòn, que deu continuidade a missão de Odùduwà, na divulgação da Religião dos Orixás, tornando-se o mais famoso dentre todos os filhos por fundar Òyó”.
Nome também de um subgrupo de adoradores fiéis a Sàngó como Òrìsà supremo que também é Rei dentro do Batuque.
Sendo assim, fica claro que Kànbínà não é Bantú e sim Yorùbá, mais precisamente pertencem a raiz mais antiga do Òyó, sendo uma lástima que os adeptos do lado de Kànbínà, por desconhecer esses fatos, acreditam que tem alguma raiz Bantú e que essa Nação, cujo Rei é Kamuká veio direto da região de Kabinda, onde nunca se ouviu ao menos falar em algum Nkisi Kamuká, mas convido a todos a pesquisarem como Kamùkan, sendo um caminho de Sàngó como tantos outros, mas precisamente um Sàngó cultuado do lado de fora do templo.
Se analisar bem o sobrenome Barúolofina, encontraremos Barú= (Rei que governou Òyó, muito enérgico e contam lendas que cozinhava inhame com o fogo que saia de suas narinas) + Olófin= (Senhor do Palácio) + Ina= Fogo, ficando “Barú senhor do palácio de fogo”, quem conhece lendas de Sàngó entenderá essa qualidade. Kànbínà é talvez a raiz mais pura e antiga do povo Yorùbá, portanto Kamuká nunca foi nem será um Nkisi e muito menos Bantú.
De acordo com a crença Yorùbá todos Òrìsà foram em algum momento seres humanos que viveram na terra com exceção de alguns Òrìsà, por essa razão também passaram pela etapa de serem Egúngún até se tornarem Òrìsà, isso aconteceu com Sàngó quando enforcou-se na árvore Ayan, onde seus súditos promoveram seu culto, Kànbínà tem culto direto aos Egúngún devido a cultuar um dos maiores antepassados da Dinastia Yorùbá. Sabendo que a etapa de Eégún vive paralelamente com a de Òrìsà, seguem existindo ambas faces, porque a pessoa está morta, então tem duplo culto: como Eégún e como Òrìsà. Todos Òrìsà com exceção dos Funfun tem caminhos e qualidades de fora do templo, onde trabalham com a feitiçaria, Eégún, Èsù, etc.
Então todos os Òrìsà podem ser cultuados no lado de fora do Ilé, menos Òsà-nlá. Isso é comprovado no odù Oyekú Mejì me passado pelo Aworísà Omotobàtálá:
Quando os Òrìsà vieram ao mundo, chovia muito, então ao chegar foram improvisados abrigos aos Òrìsà para lhes acolherem, Bàrà se escondeu em uma cabana de palha na entrada da cidade, onde habitariam os demais Òrìsà, Ògún foi para baixo das árvores no mato, Oya se escondeu no bambuzal, Sànpónnà com suas folhas da palmeira improvisou uma cabana e assim os demais Òrìsà, menos Òsànlá que seguindo o conselho que haviam dado os Bàbálawo celestiais, seguiu caminhando lentamente baixo de chuva até chegar no povoado. Ali, como foi o primeiro a chegar, todos pensaram que deviam ser ele o mais poderoso de todos os Òrìsà e o líder, lhe receberam com festejos e lhe deram roupas brancas para secar-se e construíram uma casa para ele.
Por isto Òsànlá é o único Òrìsà que realmente deve viver dentro de casa, o restante pode ser cultuado do lado de fora do templo.
Convidamos aos amigos estudiosos, pesquisadores, historiadores para que pesquisem a origem do nome "Gululu", nome este que acreditam alguns adeptos que trouxe a Kànbínà de regiões Bantús e ensinou Waldemar dos Santos (Patriarca da nossa nação no RS). Procurem o estudo do nome mencionado, onde se encaixaria no idioma Kimbundo e ou Kikongo e depois tentem dar o entendimento dele no idioma Yorùbá, como procurando em dicionários: Gu, Gú, Gù + lu, lú, lù.
[1] Escritor Paulo Tadeu Barbosa menciona que a origem da palavra Kabinda vem de uma região Bantú e que cambina seria uma dança folclórica, conforme seu livro intitulado “Orixá Bará” – 2006, Porto Alegre, Editora Toquí.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Ọlọ́run Edição n° 05 (Kabinda ou Kànbí'nà no RS)
Pessoal,
Saiu a 5ª Edição da revista Olórun recheada de informações que são de suma importância para o crescimento das religiões de Matriz Africana.
Não perca, pois nesta edição traz um assunto que vem causando polêmica através dos anos para o Batuque Afro-Sul, onde tivemos o previlégio de nos deparar com o trabalho de pesquisas do amigo Erick Wolff que ao meu ver só engrandece nosso culto!
Obrigado Erick pelo trabalho de pesquisas que efetuou referente a minha Raíz Religiosa "Kànbí'nà"
http://www.olorun.com.br/site1/magazines.html?view=magazine_more&id=23&b=1
Boa leitura
Redator- Erick Woff∞
Saiu a 5ª Edição da revista Olórun recheada de informações que são de suma importância para o crescimento das religiões de Matriz Africana.
Não perca, pois nesta edição traz um assunto que vem causando polêmica através dos anos para o Batuque Afro-Sul, onde tivemos o previlégio de nos deparar com o trabalho de pesquisas do amigo Erick Wolff que ao meu ver só engrandece nosso culto!
Obrigado Erick pelo trabalho de pesquisas que efetuou referente a minha Raíz Religiosa "Kànbí'nà"
http://www.olorun.com.br/site1/magazines.html?view=magazine_more&id=23&b=1
A 05º Edição da Magazine On Line Ọlórun, foi criada para difundir gratuitamente o saber, através da internet poderemos atingir a Tradicional Família Afro-brasileira, levando conceitos, informação, tradição, cultura e o mais importante, "uma gota", para a formação do um “Bom Caráter”.
Desejamos que a 5° edição, possa ajudar nos estudos e a orientar, o neófito e o sacerdote em sua caminhada pela luz, para isso contamos com diversas fontes e culturas, para criar uma revista com a personalidade brasileira.
Que nossos filhos, cuidem daquilo que plantamos nesta terra, que eles nos representem com honra e dignidade
Desejamos que a 5° edição, possa ajudar nos estudos e a orientar, o neófito e o sacerdote em sua caminhada pela luz, para isso contamos com diversas fontes e culturas, para criar uma revista com a personalidade brasileira.
Que nossos filhos, cuidem daquilo que plantamos nesta terra, que eles nos representem com honra e dignidade
Boa leitura
Redator- Erick Woff∞
terça-feira, 2 de agosto de 2011
GRUPO ORIXÁS - Materiais que o povo de Santo precisaria ler
GRUPO ORIXÁS
Coisas que o povo de santo precisa ler:
Pierre Verger:
Juana Elbein dos Santos
GRUPO ORIXÁS
Visite também a minha página afro-brasileira:
sexta-feira, 22 de julho de 2011
VERGONHA PARA POVO DE SANTO...

22 /07/2011
Acabei de ler o livro, Orixás do Orun ao Ayê, editora Marco Zero, considero um livro perigoso para a familia tradicional afro-brasileira, com muitos erros de informação, deixando uma margem de duvida, será que quem leu o livro na editora para aprovar, entende do assunto?O livro visualmente está lindo, parabéns para a editora pelo belo trabalho e pela qualidade da obra, apesar da entonação sensual, é possível imaginar que foi mais jogo de marketing do que falta de conhecimento.
Porem são muitos itens que contradizem a cultura Yorùbá, não consegui entender de onde retiraram tantos absurdos e o que pensavam as fontes referenciadas para oferecer tais conceitos para o livro? Claro que o autor deve conhecer muito pouco sobre a cultura Yorùbá, entre tantos absurdos registrados por escritores, este livro deve ser um dos piores, sabemos que o único a fornecer o sopro da vida é Ọlọ́run, sem ele não seriamos nada, além de terra e água, segundo os Ìtàn da cultura Yorùbá. Veja os pontos mais críticos desta obra;
E proporcionou ao novo ser o dom de dar a vida a qualquer coisa.(Pg. 12)
Isso nunca ocorreu, não sei de onde retiraram isso!!!!
- Feliz com que havia criado e por não estar mais sozinho, Olorun decide criar os orixás.
a todos Oxalá dava a vida com seu sopro.(pg. 13)
- Moldados pelo Deus supremo Olorun e trazidos à vida pelo primeiro orixá, oxalá.(pg. 14)
Outro conceito errado, não é verdade que ocorreu isso!
- Quem poderia imaginar? Terra firme sobre a água.Eu fiz isso.
Eu criei a terra!(pg. 36)
Odùdùwà não criou o Ayê, ele simplesmente manipulou os elementos.
- Nanã diz – è terra molhada do fundo do rio, mas pode chamar de barro.Oxalá diz – Mas por que você desenterrou essa porcaria, Nanã?(pg. 46)
É um absurdo esta frase.
- Olorun diz à Oxalá – Dê a vida também aos defeituosos.(pg. 54)
Jamais Oxalá deu a vida a ser algum, todos passamos por Ọlọ́run para receber o sopro da vida.
São tantos erros gravíssimos que encontrei no livro, todos citados acima, levando em conta a responsabilidade e seriedade do mesmo, eu fico preocupado com o que foi publicado...
Mas o mais importante, mesmo, é que jamais foi dado o poder a Obàtálá de dar a vida a ser algum, sendo que este conceito é erradíssimo, pois cabe apenas a Olódúmarè, reconhecido por toda a cultura Yorùbá, como o senhor do universo, que jamais concedeu o poder de dar vida a ser algum nem do Òrun ou do Àiyé, pois o sopro da vida vem direto de Ọlọ́run. E nem uma divindade tem o poder de animar um ser vivo ou qualquer divindade, quanto mais criar divindades.
Segundo o comentário do escritor Luiz L. Marins, estudiosos da cultura Yorùbá.
“O conceito está todo errado...
O ayê é a vida no mundo físico, não o mundo físico propriamente dito.
O mundo físico, sem vida, não é ayê, é apenas ilé.
Por isso é que eu afirmo que mesmo no mito de Oduduwa, ele nunca criou o ayê, ele apenas trouxe o ilè.”
Outro fator importante é que na pagina cinco (5), o autor mistura culturas como Bantu, Congo e Angola generalizando com as Yorùbá e Djedje, isso não existe, afinal no Brasil são culturas distintas, no máximo uma Angola que chega a cultua Orixás (Yorùbá), mas isso está sendo corrigido entre os sacerdotes que estão definindo corretamente o que cultuam em suas casas.
As fontes do escritor foram muito controversas e este livro possui erros gravíssimos, que deveriam ser reconstruídos, antecipando que os brasileiros irão aprender errados os assuntos que foram maus colocados nesta obra.
Note – Òrìsànlá ou Obàtálá foi o primeiro ser criado, assim conta os Ìtàn Yorùbá, sendo que Ọlọ́run, apesar de o chamarem de Olódúmarè ou Olodumarê, desconheço chamarem de Olodunmaré (sendo que a letra é não seria correto na língua Yorùbá), e Olodun deve ser um grupo de afoxé, que não teria origem nesta divindade...
Orixás do Orun ao AyêAutor: Alex Mir, Caio Majdo, Omar Viñole
Editora: Marco Zero
N. de páginas:978-85-213-1675-6
ISBN:78
Orixás do Orun ao AyêAutor: Alex Mir, Caio Majdo, Omar Viñole
Editora: Marco Zero
N. de páginas:978-85-213-1675-6
ISBN:78
quinta-feira, 7 de julho de 2011
ETNOGRAFIA RELIGIOSA IORUBÁ E PROBIDADE CIENTÍFICA
Etnografia religiosa iorubá e probidade científica
Pierre Verger
Revista Religião e Sociedade, nº 8
São Paulo, 1982
ISER, Editora Cortez.
Segue material que acredito ser de suma importância para o entendimento de como se desestruturou a cultura Yorùbá no Brasil, onde muitos conceitos evasivos foram passados de gerações em gerações, provocando uma grande distorção histórica de fatos. Nas quais cito algumas:
Odùduwà (Patriarca Yorùbá) confundido com Odù, elevando o mesmo ao sexo feminino;
Questionamento sobre os sangues impostos por Juana Elbein dos Santos no livro "Os Nàgó e a Morte".
A confusão histórica, cultural e religiosa imposta pela escritora no seu livro;
As bases de pesquisas sem nexo e fundamentos herdadas atráves das décadas, deixada por Padre Baudin;
Em fim, acredito que todo religioso, pesquisador, professor, acadêmicos, etc. Deveriam ter acesso a esse material, no qual poderia evitar grandes erros muito antes das pessoas usarem essas fontes para dar crédito a seus trabalhos.
Para ver o material em seu formato original, acessar:
Aqui você pode ver on line:
Aqui você pode ver on line:
segunda-feira, 4 de julho de 2011
OLORUN MAGAZINE 4ª EDIÇÃO
Saiu mais uma edição da revista Olorun Magazine.
Acredito que seja de grande utilidade para aqueles que buscam conceitos, informações tradicionais das religiões de matriz africana, com materias didáticos selecionados dentro da comunidade Religiosa. A revista Olorun é uma tentativa de resgatar e divulgar materiais com fontes confiáveis, resultado de estudo de pesquisadores, escritores e adeptos do culto afro-religioso!!!
Clique para acessar:
http://www.olorun.com.br/site1/index.php?option=com_flashmagazinedeluxe&view=magazine&id=22&tmpl=component
Clique para acessar:
http://www.olorun.com.br/site1/index.php?option=com_flashmagazinedeluxe&view=magazine&id=22&tmpl=component
Grande abraço e espero que gostem, pois a tentativa da mesma é a mais sincera e transparente possível!!!!
Mógbà Rudi Omo Sàngó
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